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quinta 03 março 2011 08:31 , em notícias


O mercado informal e suas vantagens

 Por Ellen Rocha e Érick Espíndola

O objetivo da maior parte da população é a estabilidade financeira. A certeza de ter um bom salário todo mês leva muitos profissionais as cadeiras dos concursos públicos. No jornalismo não é diferente, mas existem exemplos de pessoas que optam por ter vários trabalhos, sendo estes  temporários.  O jornalista José Eduardo, vive essa realidade há 23 anos na área de comunicação. Começou como assistente de câmera na TV Campo Grande. Nesse período, se propôs ir para São Paulo, adquirir experiência sendo voluntário no SBT.

O medo da instabilidade o fazia refletir se era esse o caminho certo, e o fazia pensar em aceitar as várias propostas recebidas para se fixar em algum lugar, mas as experiências vividas em suas viagens o faziam recusar. São documentários, coberturas internacionais, campanhas políticas, onde José Eduardo conhecia cada vez o Brasil e se encantava com as peculiaridades de cada lugar.

A qualidade do trabalho de cada profissional é o que faz a sua carreira. É necessário dedicar-se ao trabalho, tomando ele não como uma obrigação, mas como parte de uma vida. Os trabalhos temporários, também refletem em boas condições financeiras, como conta José Eduardo, pois com várias experiências, ainda mais pessoas conheceram o seu trabalho e assim, mais trabalhos surgirão.

Foi o que aconteceu com Vivian Kelly, que com cinco anos de profissão, já participou de alguns trabalhos temporários, como campanhas políticas. Tudo porque seu trabalho foi reconhecido no decorrer da campanha. A princípio não tinha experiência, mas a oportunidade apareceu e Vivian não deixou passar. Soube contornar situações e hoje trabalha confiante em seu trabalho como repórter. Passou por assessoria, jornais on-line e reportagens externas.

Como ainda era nova na profissão, Vivian se aventurou mesmo sem saber quando se recebia por trabalhos como estes e não se arrependeu. Os trabalhos temporários dão bem mais dinheiro que os fixos, mas isso por um curto espaço de tempo e isso causa medo em muita gente, portanto, o que valeu para mim, foi mais a experiência, que o dinheiro em si, apesar de ter recebido muito mais do que em qualquer outro emprego.

 

Já no caso da jornalista Nádia Bronze, a decisão foi um tanto quanto mais difícil. Nádia já era funcionária de uma revista e seu salário satisfazia todas as suas necessidades, porém o trabalho em si é o que não a agradava mais. Nádia queria ver pessoas novas, experiências diferentes, como qualquer outro jornalista. Isso fez com que pensasse na idéia de largar seu trabalho por algo novo, mas a decisão não foi fácil.

 

Largar algo fixo, por uma oportunidade que tem a possibilidade de não dar certo e o pior, de simplesmente, não ter mais trabalhos depois de um temporário assombrou a cabeça de Bronze naqueles dias em que a decisão deveria ser tomada. O fato de ter na mesma equipe pessoas vindas de outros lugares e até mesmo outros países promove grande troca de experiência profissional.

Para isso, a jornalista pediu a ajuda das pessoas mais próximas, para saber qual seria a melhor decisão. Nádia decidiu se aventurar e por sua sorte, além de ser liberada, terá a oportunidade de voltar ao seu antigo trabalho.

 

O mercado informal atrai, tanto profissionais já reconhecidos, como iniciantes que querem uma oportunidade de ter seu trabalho visto. Para Marcio Leal, o trabalho informal foi uma porta para sua vida profissional. Sem ter um trabalho fixo, Marcio se viu perdido depois que saiu da faculdade. Mesmo com muitos sonhos e fantasias no meio jornalístico, sua realidade foi mudando seu ponto de vista. Sentiu-se frustrado, quando se viu trabalhando como garçom. "Sem desmerecer a classe, mas estudei para ser jornalista e não garçom", diz Márcio.

 

A decepção no meio jornalístico quase destruiu o sonho de Márcio. Mesmo decepcionado, ele foi buscar seu espaço. "Quando eu achei que o jornalismo não teria mais serventia na minha vida, apareceu uma oportunidade de emprego numa rádio, por um período de seis meses. Mesmo sendo limitado, decidi encarar a aventura, e ela me rendeu muita coisa, principalmente na construção dos meus contatos. Com o tempo comecei a usar minha "fonte" de contatos e fui criando minha credibilidade".

 

Marcio revela que após certo tempo conseguiu adquirir seu espaço, e principalmente, reconhecimento das suas atividades. "Num período de dois anos eu já estava ficando conhecido no meio jornalístico da minha cidade. Após isso, várias oportunidades surgiram, e comecei a ver que apenas foi uma questão de tempo conciliado com o aproveitamento de uma chance. Aí fui tomando gosto pelo radiojornalismo, onde atuo até hoje".

 

Leal afirma que a mudança na sua vida foi a partir de uma oportunidade e confiança que nele depositaram. "Devo muito as pessoas que me ajudaram, porque às vezes você precisa de uma chance, e tem gente que não oferece isto. Hoje eu tento ajudar os recém formados com oportunidades pequenas, e os que se destacam, eu tento encaixar de alguma forma na minha equipe".

 

Essa realidade é comum na área jornalística, onde muitas vezes, as indicações são vistas por todos os campos, mas é fundamental salientar que é capacidade é o que mantêm o profissional no mercado e trabalho, sem contar nas boas relações tanto com colegas quanto com os superiores fazem qualquer profissional ser reconhecido e apreciado em qualquer lugar.

 

 

quinta 03 fevereiro 2011 12:57 , em Entrevistas


Sintômas de uma sociedade doente

'O papel do jornalista'

Em uma sociedade na qual a rapidez é exigida em todas as tangentes humanas, os principais promovedores de informação acabam não exercendo seu verdadeiro papel. Há a formação uma sociedade, através de notícias pobre de informações, cada vez mais alienada sobre sua realidade.

Cada um é responsável por seus arquivos de informações coletadas todos os dias. Sejam obtidas tanto por meios de comunicação quanto pelos grupos em que cada qual pertence ou até mesmo por certa busca individual de conhecimento. O que deve ser posto em questão é a necessidade de uma veiculação de notícias abrangente. O jornalista tem a função de filtrar informações e colocar diante da sociedade notícias de interesse público de forma clara e isenta.

Fica a dúvida no ar. A mídia só publica o que o público quer ver ou o público só vê o que a mídia publica? A necessidade do furo torna a sociedade deficiente em campos necessários. A falta de informação sobre o direito que todos têm à educação de qualidade, a um sistema de saúde que realmente funcione nos deixa a seguinte obrigação: Fazer diferente. Brigar para que uma notícia de interesse do público dê lugar a uma de real interesse público.

Está nas mãos dos meios de comunicação a divulgação do que precisa ser melhorado, para que as "doenças sociais" sejam escassas de nossa sociedade. Não compartilhar com a premissa de que não se muda um sistema que já está a tanto tempo em vigor é o primeiro passo. Uma sociedade estruturada e bem informada é o que faz um sistema igualitário e ciente de direitos e deveres como um todo.

quinta 03 fevereiro 2011 12:21 , em Artigos


Em vinte minutos... várias vivências...

Ellen Rocha 

Uma das maiores experiências que alguém pode passar é andar em um circular. Isso pode parecer algo sem muito nexo, afinal, é uma coisa tão corriqueira, feito por tantas pessoas, por todo o Brasil, mas há algo, ou "muitos algos" á serem observados.

Hoje, ao entrar em um circular da Capital de Mato Grosso do Sul, percebi quantas experiências existem dentro de um ônibus, compartilhado por gente de todo tipo

Tem aquele rapaz, que escuta em seu celular aquela música já decorada. Aquela moça, cheia de estilo, que tenta impressionar o rapaz ao lado. Vejo entrar por aquela porta, um senhor de idade, parece viajante, que carrega uma mala pesada, parece incliná-lo, deve ter uns 20 quilos. Ofereço "meu" lugar para que ele sentar, mas o senhor faz questão que eu continue naquele banco. Parece não querer demonstrar seu cansaço.

Observo no banco á minha frente, um casal, apaixonado por sinal. Ela deita no ombro de seu companheiro e descansa, não sei se por estar cansada, ou apenas se sente protegida no ombro do rapaz.

Procuro algo mais para observar e tentar decifrar, mas não é preciso procurar muito, basta olhar ao meu lado. Essa moça que acaba de sentar, ela olha este rascunho, mas não fixa o olhar, seu celular toca e ela não pára de falar.

Vejo então que entra uma senhora simpática, deve ter uns 70 anos de idade. Dou "meu" lugar e ela agradece com um sorriso.

Meu ponto chegou, hora de descer e continuar fazendo jornalismo, só que agora, com menos pautas que dentro daquele ônibus lotado de vivências e histórias ainda não exploradas.

quinta 27 janeiro 2011 14:08 , em Crônicas


BBB11 poderá ter representante sul-mato-grossense

Blog de menteabertanews :Jornalismo - Ellen Rocha, BBB11 poderá ter representante sul-mato-grossense

 Ellen Rocha

O Reality Show mais cobiçado pela grande maioria da população já está em sua 11º edição, mas ainda reserva muitas surpresas.

Apesar desta edição não ter nenhum representante sul-mato-grossense, o Big Boss, Boninho ainda reserva algumas surpresas para a casa mais vigiada do Brasil.

A casa de vidro, novidade do BBB9, onde Daniel Gevaerd representou muito bem a Capital sul-mato-grossense, pode voltar. Já existe uma campanha via internet com pedidos de fãs e amigos, para que o ex-participante volte para a Casa de vidro, e dessa vez, possa entrar na Casa mais cobiçada da TV.

O Big Brother Brasil já teve em suas edições anteriores, outros participantes de Mato Grosso do Sul, como Dilsinho e Priscila Pires, mas em um reality show que já passaram cerca de 140 pessoas, os sul-mato-grossenses ainda são a minoria.

Para aderir à campanha, basta enviar uma mensagem via twitter para @Boninho, pedindo a volta de @Danielbbb9 ao BBB11. As mensagens já tomaram conta da rede social e estão mostrando a admiração dos conterrâneos de Daniel Gevaerd e a vontade de ver o participante novamente no Big Brother Brasil.

quinta 27 janeiro 2011 13:30 , em notícias


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